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Luis Miguel Coelho

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Espaço Luis Miguel Pires Coelho

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May 07

Balada para los poetas

 

Balada para los poetas

Autor: Rafael Alberti
In Memoriam
 


Balada para los poetas
andaluces de hoy
 

¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.

¿Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?

¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quién mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?

Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre.

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.

March 28

Estrela da Tarde

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.
 
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José Carlos Ary dos Santos

Mischa (A verdadeira lenda)

Mischa era um miúdo que vivia na longinqua Rússia, nas terras altas de Moskwa. O seu nome real era Mihail, mas os seus amigos tratavam-no pelo nome carinhoso de Mischa.
Ele era um miúdo espectacular, grande amigo dos amigos, cativante e divertido. Tudo o que ele fazia era sempre a pensar nos amigos e na felicidade deles.
Um dia, ele conheceu um malandro da rua. Esse miúdo que aparentava ter o dobro da idade dele, começou a aproximar-se dele e das amizades até que Mischa o aceitou de braços abertos.
Uns anos mais tarde, aquele a quem Mischa deu guarida e toda a sua amizade, começou a ter ciúmes de Mischa. Todas as pessoas adoravam Mischa e a ele unicamente se aproximavam pela sua amizade ao Mischa.
Assim, esse miúdo começou a engendrar um esquema para tramar o Mischa. Quando colocou em prática o plano foi a um feiticeiro num dos castelos a que o Mischa e ele costumavam ir buscar a alimentação do dia a dia.
O feiticeiro rogou então uma praga ao Mischa para que ele nunca mais fosse feliz no resto da sua vida.
Por incrivel que pareça, Mischa nunca mais teve a alegria de viver. Sempre que os amigos dele lhe davam algum motivo para ele se alegrar, acontecia sempre uma desgraça que lhe arruinava a felicidade.
No entanto, ele continua a tentar encontrar uma altura curta que seja que tenha plena felicidade. Está um pouco dificil, mas a vontade ainda prevalece. Por agora....
Esta é a história ficção de um menino distante, mas ela também se adapta a mim. Pensa nisso... serei eu o único?

Poema à minha morte

Não me venham dizer que amam a vida,
Porque é mentira!
E não quero acreditar que amem a vida
Sem sentirem a mágoa dos espinhos,
Ou o peso da responsabilidade que Deus nos deu.
Não me venham dizer que amam a vida
E os seus caminhos, ou a aparência do Céu
Não me venham dizer que amam a vida
Porque eu não lhes contei o que eu vi:
Homens famintos, com sede de vingança;
Crianças que se matam e odeiam;
Amigos tão falsos como a vida;
A morte a amortalhar a esperança;
Os pobres, os mendigos e os ladrões;
E os corações fechados num castelo de desgraça.
Não me venham dizer que amam a vida
Que eu não quero ter pena
De já não viver
 
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José Carlos Ary dos Santos

Crash

Car crashes are the main cause of death in Portugal. Not AIDS, not cancer, not heart-attack but car crashes...
Bad driving and drunk driving are a serious problem. The following poem was forwarded to me. Read it and take a minute to think about it...

I went to a party, Mom, I remembered what you said.
You told me not to drink, Mom, so I drank soda instead.
I really felt proud inside, Mom, the way you said I would.
I didn't drink and drive, Mom, even though the others said I should.
I know I did the right thing, Mom, I know you are always right.
Now the party is finally ending, Mom, as everyone is driving out of sight.

As I got into my car, Mom, I knew I'd get home in one piece.
Because of the way you raised me, so responsible and sweet.
I started to drive away, Mom, but as I pulled out into the road, the other car didn't see me, Mom, and hit me like a load.
As I lay there on the pavement, Mom, I hear the policeman say, the other guy is drunk, Mom, and now I'm the one who will pay.
I'm lying here dying, Mom. I wish you'd get here soon.
How could this happen to me, Mom? My life just burst like a balloon.

There is blood all around me, Mom, and most of it is mine.
I hear the medic say, Mom, I'll die in a short time.
I just wanted to tell you, Mom, I swear I didn't drink.
It was the others, Mom. The others didn't think.
He was probably at the same party as I.
The only difference is, he drank and I will die.
Why do people drink, Mom? It can ruin your whole life.
I'm feeling sharp pains now. Pains just like a knife.
The guy who hit me is walking, Mom, and I don't think it's fair.
I'm lying here dying and all he can do is stare.
Tell my brother not to cry, Mom. Tell Daddy to be brave.
And when I go to heaven, Mom, put "Daddy's Girl" on my grave
Someone should have told him, Mom, not to drink and drive.
If only they had told him, Mom, I would still be alive.
My breath is getting shorter, Mom. I'm becoming very scared.
Please don't cry for me, Mom. When I needed you, you were always there.

I have one last question, Mom, before I say good bye.
I didn't drink and drive, so why am I the one to die?

Someone took the effort to write this poem.
So please, forward this to as many people as you can.
And see if we can get a chain going around the world that will make people understand that drinking and driving don't mix.
TOGETHER WE CAN MAKE A DIFFERENCE, so please forward this poem to as many people as you can..
March 26

My soul is sick, my heart is bleeding

Hoje estou assim e penso que não haverá muito mais a falar.
Ontem foi talvez dos meus piores dias nos últimos tempos. Criei três grandes apostas e perdi-as todas.
Se a outros níveis não tenho o poder de mudar as coisas, a nível pessoal só posso tirar uma ilacção sobre isso:
Não basta ser como sou. Não sei que mais hei-de fazer, mas mudar é que não mudo.
March 21

Estado da Saúde em Portugal (parte II)

Na semana passada faleceu uma pessoa boa, minha amiga qdo eu era miúdo.
O neto dessa senhora, meu grande amigo Ricardo, soube da noticia pelo telemóvel e chamou imediatamente o INEM, acreditando que a avó ainda podia ser salva. Desta vez, o INEM até chegou ao local bastante rápido, mas qdo chegou lá já não havia hipóteses. A senhora tinha falecido há poucas horas. A médica do INEM, após colocar os Instrumentos de Suporte de Vida (ISV) de volta à ambulância, voltou para dentro de casa e teve "a lata" de dizer à família recém-enlutada que o INEM não devia ser chamado nessas alturas pois tinham mais que fazer. Como é possível haver pessoal à frente destas equipas que, têm que ter a maior psicologia por viver em situações limites, teve o desplante de ofender as pessoas.
Mas a história não acaba aqui. Passados alguns minutos, e para evitar todos os trâmites legais, o neto foi pedir ao médico de família para o acompanhar a fim de passar a certidão de óbito. O médico, que no último ano recebeu balúrdios para tratar a senhora, simplesmente recusou. Sim, RECUSOU!!! Mas onde é que pára o seu "Juramento de Hipócrates" sr. doutor? Será na sua conta bancária? Penso que todos merecemos respeito até os seus colegas de profissão, que com a sua atitude, ficou bastante doente.
 
E assim vai a saúde do nosso país.
 
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